terça-feira, 15 de julho de 2008

O Escafrando e a Borboleta"

O Escafandro e a Borboleta, é este o filme que vi há algumas horas atrás numa sessão tumultuada no HSBC Belas Artes. Tumultuada porque os responsáveis pela sala de exibição não notaram as luzes da sala acesas quando o filme já havia começado, causando uma revolta nos espectadores. Mas, após alguns minutos, as luzes foram apagadas.
Mas o que interessa mesmo é o filme. Um verdadeiro exercício estético por parte do diretor, mas tal manobra não deixa o filme chato, mas sim com um toque se realismo impressionante, pois trata-se da história da vida de um ex editor francês da revista Elle que, após um acidente vascular cerebral, fica imobilizado, mexe apenas um olho, que é por onde comunica-se com os outros. História real, bom dizer. No início do filme vemos tudo a partir do ponto de vista de Bauby (o ex editor) que acorda do coma e vê tudo desfocado ao seu redor, da cama do hospital. Aprende a comunicar-se com um único olho: duas piscadas, não; uma piscada, sim. Bauby escreve, assim, seu livro "O Escafrando e a Borboleta", qua agora foi adaptado para o cinema.
Posso dizer que aqueles que costumam chorar no menor exercício de cena emocionante no cinema certamente derramarão lágrimas neste filme. Muito emocionante... Ao meu lado uma garota soluçava quase que desesperadamente.rs
Recomendo o filme àqueles que interessar. Certamente não se arrependerão. Depois da sessão, se der tempo, passe no conjunto nacional, em frente à livraria cultura, e veja uma curta exposição sobre Gibran Khalil Gibran, com fotos do norte do Líbano feitas por Paulo Daniel Farah, região onde morou o poeta, romancista, pintor etc.

4 comentários:

Anônimo disse...

Realmente o filme " O Escafrando e a Borboleta" é maravilhoso. Somente agora assisti, por um motivo: meu pai teve a mesma síndrome, sendo muito complicado rever a situação, mas também acalenta, pois o filme com uma sensibilidade incrível. A cena mais marcante para mim foi o pai ligando para o filho. O fime traz cenas alegres e apresenta uma nova form de viver, sim é uma vida que pode ser vivida e que merece atenção e acima de tudo o amor, o amor incodicionavel pelo ser humano, o que seria dele sem o mor das pessoas que cuidavam dele?

Guido disse...

O filme é excepcional... merece qualquer elogio possível (e olha que eu detesto a frança e qualquer frances que more nela - experiencia pessoal naquele país)

o que mais me tocou foi a frase daquele senhor, que tentava dar conselhos: "se agarre ao que há de humano em vc"
só quem já passou por situaçoes extremas sabe oq essa frase significa..

sTre!p disse...

Boa tarde,

estou à procura de um filme que trate o mesmo assunto que este filme, "O Escafrando e a Borboleta", isto é, de uma pessoa que tenha tudo para morrer mas que depois desiste de morrer ganhando vontade de viver.
Peço que me ajudem por favor.

Obrigado,
André Simões

Anete disse...

Por mais que outros critiquem esse filme, chamando-o de medíocre, insuportável, ou coisa parecida, "O Escafrando e a Borboleta" deveria ser assistido por um maior número possível de pessoas. Não é mais uma produção que trata de fatos reais, expondo a vida de alguém famoso, que teve tudo e que de repente, a vida deu um giro de 360°. É mais do que isso! É um filme reflexivo, forte, que nos leva a pensar na forma como conduzimos a vida, como a interpretamos. Vale a pena assistir, vale a pena enfrentar a vida com suas surpresas.